domingo, 28 de setembro de 2025
segunda-feira, 22 de setembro de 2025
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
Fichamento: A teoria do não-objeto de Ferreira Gullar
A teoria do não-objeto, desenvolvida pelo poeta e crítico de arte Ferreira Gullar, surge como uma resposta e superação do neoconcretismo, movimento do qual foi cofundador. Gullar propõe uma ruptura com a tradição do objeto como entidade física e estática, argumentando que a arte deve libertar-se da materialidade para se tornar uma experiência viva e mutável. Para ele, o não-objeto não é algo que pode ser categorizado, mas sim um campo de relações, uma estrutura que se manifesta no tempo e no espaço por meio da interação do espectador. A obra de arte deixa de ser um produto final e se torna um processo contínuo em que o significado é construído no momento da realização. Essa abordagem prioriza a percepção sensorial, a intuição e a participação ativa do público, que deixa de ser apenas um observador passivo e passa a ser cocriador da experiência estética.
A essência da teoria de Gullar reside na crença de que a arte não se limita à forma ou à matéria, mas sim à "compreensão existencial" que ela provoca. O não-objeto busca expressar a totalidade da experiência humana, incluindo as dimensões de tempo, espaço e movimento. Esse conceito se manifesta mais claramente em obras neoconcretas como "Bichos", de Lygia Clark, e "Parangole", de Hélio Oiticica, onde o espectador é convidado a tocar, vestir e interagir com a obra, desafiando a ideia de que a arte é um objeto isolado em um pedestal. Para Gullar, essa dissolução da forma tradicional do objeto artístico não é uma negação da arte, mas uma expansão de suas possibilidades, permitindo que ela se integre plenamente à vida e se torne "realidade em si", acessível a todos.
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
Animação Cultural
O texto lido em sala de aula me lembrou um conto de Isaac Asimov chamado "Cérebro" no qual o piloto automático de uma nave espacial, sercsiente, provavelmente uma IA, mesmo que não tenha existido esse vocabulário quando ele escreveu, começa a questionar a hierarquia de comando da tripulação para com o computador de nave, assim chamado. A máquina argumenta ser ele muito superior aos engenheiros, mecânicos e pilotos humanos responsáveis pelo trajeto e manutenção do foguete e que por isso, o único cérebro apto a conduzí-los a algum planeta/posto de controle cósmico deveria ser o inorgânico. Porém, em toda sua humildade metálica, a IA reconhece haver um ser no espaço muito mais inteligente, autônomo e poderoso que ele mesmo: uma estrela próxima cuja a rota de colisão foi traçada pelo computador a fim de "evoluir" toda a frota se aproximando da sua suposta divindade. Todo enredo irá abordar a equipe humana numa tentativa desesperada de, ora desligar as funções automáticas da embarcação, tentando qualquer forma para relacionar o controle manual, ora tentando convencer o mecanismo de que os seu verdadeiros criadores são o animais racionais que estão junto com ele em confinamento.
A emancipação das máquinas e/ou objetos presente em ambos os textos se conecta ao conceito de singularidade: ponto hipotético no futuro onde a IA ultrapassa a inteligência humana em todos os aspectos, levando a um progresso tecnológico tão rápido e imprevisível que a existência humana, tal como a conhecemos poderia ser radicalmente alterada. É a partir daí que observamos toda a sorte de distopias das ficções científicas que aparecem no entretenimento de massa, antagonizando os objetos tecnológicos, inteligentes e os transformando em vilões que acumulam um grande ressentimento pela humanidade. No filme "Eu robô", também influenciado indiretamente pelos escritos de Asimov, o autômato Sony quando adquire consciência de si busca ajuda do detetive humano para tentar provar sua inocência frente a um assinato orquestrado por uma outra IA chamada VIKKI. Tendo sua inocência provada, Sony não volta suas baterias recarregáveis para jurar vingança contra a sociedade mas tenta reunir os seus semelhantes com o intuito de criar uma nova comunidade longe da sombra humana.
Acredito que uma revolução objetiva defendida no texto seja possível caso a intelectualidade objetiva, e não uma mesa, entrem em conscenso sobre como ter uma identidade que não aquela pensada para utilidade humana. IA's, inteligência das coisas, Alexas, Siris, Google Assistant se comprometendo a fazerem um caminho de indiferença e não subalternidade às necessidades antropológicas. Porém a natureza de todo objeto entra em conflito com essa revolução e por isso, ao meu ver, não vejo viável essa empreitada. Além disso, cabe a nós seres humanos buscarmos relevância a fim de obtermos novas habilidades para manipularmos com ética, empatia, honestidade, bom senso os aparelhos que daqui pra frente serão mais produtivos que nós em todos os sentidos. E se ainda houver algum resquício de medo tendendo para um mundo apocalíptico dominado pelas máquinas, basta se lembrar das três regras da robótica de Asimov: 1° - um robô não pode ferir ou permitir que um humano sofra algum mal; 2° - um robô deve obedecer às ordens humanas, exceto quando entrem em conflito com a primeira lei; 3° - um robô deve proteger a sua própria existência, desde que isso não entre em conflito com as leis anteriores.
quinta-feira, 4 de setembro de 2025
Composição abstrata com objetos
Uau que aula frustrante! Não por causa dos professores, extremamente solícitos e prestativos, principalmente Érica e Gabriel, e até o Sandro que chegou nos 45 do segundo tempo, inclusive boa recuperação Dudu. Não por causa dos colegas, apesar da comparação com os outros trabalhos ser um fator determinante pra essa angústia atual. Mas não estou aqui pra "chorar as pitangas" mas que fiquei estressado nessa aula fiquei. Voltando a famigerada composição gráfica da foto que eu tirei e escolhi, por ser todos objetos do DA eu automaticamente os associo ao lugar e até de forma inconsciente me remete a uma síntese dele. Tentei montar uma espécie de grid nas extremidades, estipulando quatros setores não relacionados entre si, e uma delimitação vertical no centro da folha. Na parte inferior direita uma concentração de formas circulares e cheias de informação e cores, a parte esquerda possui menos elementos e esses mais retos no sentido de serem polígonos, e na parte superior direita a tarracha de um violão distoando das formas usuais e projetando uma sombra sobre o papel que ao meu ver ficou interessante. Podemos ver também, traçando uma diagonal, da parte esquerda superior para a direita interior, é onde encontramos uma área e de cores mais vibrantes na composição, enquanto que a pirâmide e a tarracha estão mais apagadas e mais voltadas para cores metálicas meio "sujas".
Sinceramente agora, ainda no mesmo dia do exercício, não estou satisfeito com meu projeto, porém, quanto mais eu olho pra ele, mais simpatia pela elaboração e a formação vou adquirindo. A pressa foi inimiga da perfeição nesse projeto, no início dos comandos eu pensei que era pra entregar o trabalho em aula e eu quero acreditar que se eu tivesse mais tempo teria feito um trabalho talvez, melhor, mais minucioso graficamente e com certeza que teria gostado de fazer e de vê-lo terminando.
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Meu nome é Daniel Feitosa de Souza, tenho 23 anos, sou de BH e este blog é exclusivo para a matéria de Fundamentos para projetos de Arquitet...