A emancipação das máquinas e/ou objetos presente em ambos os textos se conecta ao conceito de singularidade: ponto hipotético no futuro onde a IA ultrapassa a inteligência humana em todos os aspectos, levando a um progresso tecnológico tão rápido e imprevisível que a existência humana, tal como a conhecemos poderia ser radicalmente alterada. É a partir daí que observamos toda a sorte de distopias das ficções científicas que aparecem no entretenimento de massa, antagonizando os objetos tecnológicos, inteligentes e os transformando em vilões que acumulam um grande ressentimento pela humanidade. No filme "Eu robô", também influenciado indiretamente pelos escritos de Asimov, o autômato Sony quando adquire consciência de si busca ajuda do detetive humano para tentar provar sua inocência frente a um assinato orquestrado por uma outra IA chamada VIKKI. Tendo sua inocência provada, Sony não volta suas baterias recarregáveis para jurar vingança contra a sociedade mas tenta reunir os seus semelhantes com o intuito de criar uma nova comunidade longe da sombra humana.
Acredito que uma revolução objetiva defendida no texto seja possível caso a intelectualidade objetiva, e não uma mesa, entrem em conscenso sobre como ter uma identidade que não aquela pensada para utilidade humana. IA's, inteligência das coisas, Alexas, Siris, Google Assistant se comprometendo a fazerem um caminho de indiferença e não subalternidade às necessidades antropológicas. Porém a natureza de todo objeto entra em conflito com essa revolução e por isso, ao meu ver, não vejo viável essa empreitada. Além disso, cabe a nós seres humanos buscarmos relevância a fim de obtermos novas habilidades para manipularmos com ética, empatia, honestidade, bom senso os aparelhos que daqui pra frente serão mais produtivos que nós em todos os sentidos. E se ainda houver algum resquício de medo tendendo para um mundo apocalíptico dominado pelas máquinas, basta se lembrar das três regras da robótica de Asimov: 1° - um robô não pode ferir ou permitir que um humano sofra algum mal; 2° - um robô deve obedecer às ordens humanas, exceto quando entrem em conflito com a primeira lei; 3° - um robô deve proteger a sua própria existência, desde que isso não entre em conflito com as leis anteriores.
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