E nesse sentido o autor comenta como as concepções focadas apenas no objeto, e não na sua função agregadora, de diálogo e intersubjetividade entre pessoas, fizeram com que a materialidade perdesse parte de seu potencial. Flusser adverte sobre certa responsabilidade ao projetar levando em consideração a forma, função e relação de maneira balanceadas para garantir uma eficiência atemporal dos utilitários.
Porém, ele não idealiza a ponto de pensar em objetos eternos, entende todas as ferramentas como efêmeras e com prazo de validade para serem cristalizadas na sociedade e consequentemente descartadas. Até mesmo os softwares e programas que transgridem levemente a materialidade são alvos de serem um obstáculo a serem superados pelo fato de limitarem a livre arbitrariedade do usuário com comandos e instrumentos já pré-estabelecidos. Mas também são uma abertura aos projetistas a trabalharem tendo em mente agora apenas o imaterial, relacional e intersubjetivo em contraste ao objetivo, objetal é problemático.
Como futuros arquitetos e urbanistas podemos usar a mesma lógica nos espaços construtivos: não criaremos para nós, mas para as pessoas munidas de autonomia, capazes de usufruir o meio de todas as maneiras possíveis. Esse fenômeno se dá graças à estruturação responsável de quem as idealizou, no qual se lembrou de integrar a relação inventor, objeto e usuário determinando uma espécie de legado ao ambiente edificado. Ele irá se atualizar de maneira natural ou forçada de modo que foi ou não, concebido previamente e poderá também extrapolar a sua função pré determinada. O importante não é o prédio em si, nem é o próprio cliente, a chave é o processo de utilização sanando o grande obstáculo da moradia, do "objeto casa" e do teto sob nossas cabeças metaforicamente.
P.S.: Acho que depois de aproximadamente dois meses de aula estou começando a entender a matéria Fundamentos para Projetos de Arquitetura e Urbanismo vulgo Ateliê Integrado de Arquitetura (AIA) rsrsrsrsrsrs.
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