domingo, 31 de agosto de 2025

Análise Gráfica da obra do Daniel Castelo Branco

Começando com a obra do Daniel, o outro, quer dizer, não eu mas o aluno de nome homônimo ao meu. O primeiro tríptico relacionado a luz, sombra e papel compõe uma sequência em diferentes ângulos de um mesmo papel iluminados de maneiras diferentes. Achei interessante como a imagem central parece mais contrastada, o branco sendo mais claro em relação as outras fotos, além disso, de forma geral é muito legal essa ideia de dobras ortogonais ainda que na teoria, o que na prática não tenha se concluído de maneira efetiva, intencionalmente ou não, mas não importa. Dobra branca, dobra escura, linha, divisória, quina, vértice, a luz delimitando os pisos e espelhos desses "degraus" fictícios. Caso eu não soubesse do material utilizado poderia inferir ser algum tipo de lance de escadas fabricadas de maneira não muito linear onde o, outro Daniel, estaria subindo e tirando suas supostas fotos. Além a três fotos e suas equivalentes negativas parecem de certa forma se complementarem, mesmo não sendo a proposta do tríptico, é ao meu ver agradável aos olhos a releitura das fotos pelo seus calótipos.
Já no segundo tríptico do meu chará eu ainda consigo perceber uma espécie de movimento na medida de em que, através das disposições das fotos, me imagino por dentro de um recipiente de vidro olhando pra fora. E dessa maneira, conseguindo enxergar os nuances da luz e sua interação com a superfície da vasilha. Novamente, a foto central me hipnotiza mais do que as outras com essas duas sombras simétricas ascendendo sobre o fundo. Em mim criou-se a sensação de estar em frente a um portão no qual passaria pela pequena fresta entre suas duas folhas.

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